A advocacia enfrenta uma transformação profunda com o avanço da inteligência artificial (IA). Se, por um lado, a tecnologia traz eficiência ao automatizar tarefas repetitivas, agilizar pesquisas jurídicas, ampliar o acesso à justiça e oferecer análises preditivas, por outro, gera riscos de desumanização.
A perda da subjetividade, a redução da empatia, os vieses algorítmicos e a dependência tecnológica ameaçam a essência da prática jurídica, marcada pela escuta, mediação e busca por justiça. O desafio, portanto, é equilibrar eficiência e humanidade: a IA deve ser vista como ferramenta de apoio, sem substituir o papel humano do advogado, cuja missão essencial é interpretar, acolher e mediar conflitos com ética e sensibilidade.
Por: Gabrielli Vieira da Cruz
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